Os factores do ambiente variam muito ao longo do
dia, variam regularmente ao longo do ano e variam muitíssimo de uns
locais da Terra para outros.
Todos os factores do meio ambiente influenciam
o comportamento dos seres vivos (e o dos animais, em particular).
Plantas:
Por exemplo, as árvores
de folha caduca mudam
muito de aspecto (e de tipo de vida) ao longo do ano.
Há plantas carnívoras que se fecham sobre
pequenos
insectos. E plantas que têm flores que abrem de dia e
fecham à noite. Outras, durante as horas de sol,
movem-se acompanhando o seu movimento aparente
no céu.
Homem:
Tem sono à noite.
Quando chove, pega no guarda-chuva .
No Inverno, agasalha-se mais.
Quando há muita luz, põe óculos
escuros.
No Verão, vai à praia.
Quando há muito vento, os barcos pequenos não
saem ao mar
Todos os animais
respondem à variação dos factores ambientais (e dos climatéricos, em
particular) adoptando mudanças comportamentais ao longo do dia e do
ano.
Ninguém imagina
um pinguim a viver no deserto do Sara ou um camelo no Pólo Norte. A
grande variedade de comportamento e de valores que os factores
ambientais (climatéricos em particular)
tomam à superfície da Terra, influenciam profundamente a
distribuição dos seres vivos, animais em particular, no nosso planeta.
O que para uns significa vida, representa a morte para outros (no
equador um urso polar morre, assim como um tucano na Antárctida).
Factores climatéricos:
Temperatura:
As
Aves e os Mamíferos têm uma temperatura de corpo independente da
temperatura do meio ambiente.
Isso não acontece com a maioria dos seres
vivos. Para cada um, há a temperatura óptima de funcionamento, mas nem
todos a conseguem manter 24 h. por dia. A temperatura do meio ambiente
afecta drasticamente a vida,
principalmente nos que não são Aves nem Mamíferos.
O que é quente para uns, pode ser frio para
outros e uma determinada temperatura pode ser
suportável para uns e mortal para outros.
Luz:
Muitos animais dormem à noite tal como
nós. Outros dormem de dia e caçam à noite.
Alguns preferem locais sombrios, outros não.
O número de horas de luz de um dia (fotoperíodo)
varia muito ao longo do ano, o que pode dar algumas indicações
valiosas a alguns animais. Por exemplo, a Raposa do Árctico, tem
penugem castanha nas alturas do ano em que o fotoperíodo é maior e
branca no caso contrário.
Humidade atmosférica:
Quando chove muito não nos apetece
sair à rua. Mas alguns animais que vivem na terra, como as minhocas, é
disso que precisam e gostam. O tempo seco pode matar os caracóis.
Os animais que vivem em ambientes secos,
reduzem as perdas de água através de revestimentos adequados para o
efeito como as escamas das cobras; acumulando-a, em grandes quantidades
no seu organismo, como o camelo; diminuindo
a produção de urina como o rato do deserto;
escondendo-se nos períodos mais secos como muitos insectos
fazem.
Todos os seres vivos necessitam de água
para viver. Sem água, a vida é impossível (tal como sem luz solar).
Vento:
O vento derruba árvores e limita a acção
dos animais. Poucos resistem aos fortes ventos polares como os Pinguins-
Imperador. Alguns animais aproveitam os ventos para viajar para bem
longe como algumas aranhas. O Albatroz voa centenas de quilómetros
quase sem bater as asas e as aves de rapina sobem de asas abertas,
aproveitando as correntes ascensionais de ar para pairarem à procura de
presas.
Bom par uns, mau
par outros, evitando o vento ou procurando tirar partido dele - é a
vida dos animais!
Mais
algumas informações sobre estes factores: http://www.terravista.pt/Nazare/2536/cd5.htm
Migração:
É a deslocação de um grande número de
animais de uma espécie, de uma região para outra. Partem em busca de
condições mais favoráveis. Muitas Aves, Mamíferos, Peixes e Insectos
realizam grandes viagens de milhares de quilómetros (a Andorinha-do-mar
percorre mais de 40 000 Km.). Alguns voltam todos os anos exactamente
aos mesmos locais. Outros, ainda jovens, fazem grandes viagens,
sozinhos, sem se enganarem, mesmo quando nunca fizeram qualquer grande
viagem antes.
Hibernação:
Quando a estação fria chega
(hibernação deriva de Inverno) alguns animais procuram
um local abrigado e Hibernam, isto é, ficam num estado de
adormecimento profundo em que os ritmos respiratórios e cardíaco ( número
de batimentos do coração por minuto) baixam muito. Os seus corpos
gastam muito pouca energia, energia essa, que, em período de actividade
normal, vão buscar aos alimentos.
Estivação:
Há espécies animais que
necessitam de ambientes húmidos. Por exemplo, a minhoca colocada ao sol
morre rapidamente; na maré baixa, quando fica ao ar, o mexilhão
permanece fechado com água dentro. Alguns peixes pulmonados permanecem
enterrados na lama húmida, enquanto dura a estação seca. Algumas espécies
de caracóis estivam, tapando a abertura da concha com uma fina película.
A estivação é,
pois, uma resposta semelhante à hibernação, mas para condições
diferentes (temperaturas altas e sobretudo falta de água no estado líquido
ou simplesmente de humidade atmosférica).
Hibernação,
Estivação e Migração são pois,
grandes alterações comportamentais que alguns animais têm
quando as condições do meio (em particular as climatéricas) lhes
tornam as vidas muito difíceis e sem as quais a alternativa quase certa
seria a morte.
Sedentário:
Ao contrário dos Migrantes,
Animais Sedentários são aqueles que vivem normalmente estabelecidos
num território,
onde passam quase toda a sua vida, podendo, no entanto, a partir dele,
fazerr apenas deslocações pequenas e breves, sem carácter de
regularidade. Podem mudar
de território, mas uma vez nele estabelecidos voltam a ter o
comportamento descrito.
Activos durante todo
o ano:
Os animais que permanecem activos
durante todo o ano têm um comportamento oposto ao dos animais que
Hibernem ou Estivam (períodos durante os quais não se deslocam, sendo
a sua actividade muito reduzida). Os que são activos todo o ano,
dormem no Inverno como dormem no Verão e têm
sempre que deslocar,
principalmente para satisfazerem a necessidade vital da
alimentação.
Espécie:
Para facilitar o estudo, agrupam-se
os Seres Vivos segundo a semelhança das suas características em 5
grandes grupos:
Reino das
Plantas
Reino dos
Animais
Reino dos
Fungos
Reino dos
Protista
Reino dos
Monera
Cada um destes reinos vai-se dividindo em
agrupamentos com número de indivíduos cada vez menor, à medida que os
critérios de semelhança vão sendo mais apertados.
Assim,
vamos ver por exemplo a classificação do Homo Sapiens (que é a nossa
espécie):
Há cerca de 20 000 espécies de Formigas, 15 000 a 18 000 espécies
de Borboletas, 4 000 espécies de Caracóis comestíveis, quase 1 000
espécies de Morcegos (em Portugal há 26 espécies, 9 das quais em
perigo de extinção).
O comportamento de um Morcego de uma determinada espécie pode
ser muito diferente do de outro Morcego de uma espécie diferente (se
quiseres vestir a pele deste animal vais ver que nem todas as espécies
hibernam; que nem todos são insectívoros e até que o seu regime
alimentar varia muito de umas espécies para outras). O mesmo se passa
com os outros animais (por vezes, até animais da mesma espécie têm
comportamentos diferentes). Por isso, vamos estudar, não o Morcego, mas
uma determinada espécie de Morcego. Procederemos da mesma forma, com os
outros animais sobre os quais iremos debruçar a nossa atenção.